About Walking Tools

O que são Walkingtools?

(English below)

Uma resposta técnica curta:

Walkingtools é uma confederação aberta de software relacionada com projetos de arte ou educação que perpassa várias linguagens, plataformas e disciplinas que compartilham padrões para entrega de conteúdo e administração de dados de GPS através da definição de um esquema extensão XML para os padrões do GPX, permitindo que mídias (vídeos, sons e animações ) e outras formas de dados possam ser associadas aos dados do GPS.

O padrão GPX: http://www.topografix.com/gpx.asp

Uma resposta artística-conceitual mais longa:

O site walkingtools.net documenta e provê recursos para uma variedade de projetos independentes, mesmo que não interrelacionados, onde a mediação computacional de comportamentos peripatéticos atua como nosso primeiro interesse. No plano abstrato do walking tools estão uma subsérie de ferramentas de navegação, onde ferramentas de navegação são qualquer combinação de instrumentação e/ou interface computacional que media o comportamento espacial de um usuário. Se você utiliza um mapa topográfico e um compasso em sua caminhada, em nossa concepção, você está utilizando uma walkingtool (ferramentas de caminhadas). Mas sendo mais específico, walkingtools.net tem a intenção de ir adiante e promover o expressivo alcance das interfaces para caminhadas computadorizadas através de pesquisa básica, desenvolvimento de tecnologias da informação, a produção de  ferramentas autoradas, padrões abertos e APIs. Intencionalmente experimental e derivado da experiência e conhecimento adquirido e desenhado por diversos artistas que tem estado engajados em projetos relacionados ao longo dos anos, o projeto walkingtools pretende ser um lugar no qual experimentos e projetos que utilizam walkingtools possam ser agregados, documentados e destacados.

O que não são walkingtools (ferramentas para andar)?

Ferramentas de mapeamento, como Google Earth e ESRI Arcview não são ferramentas de andar (walking tools). Contudo, há um ponto delicado a considerar (especialmente porque as suas APIS interoperam promiscuamente). A distinção fundamental a ser fazer é que as ferramentas de mapeamento auxiliam na produção de informação geográfica enquanto que as ferramentas de andar (walking tools) são instâncias da interface computacional que na verdade compilam informação geográfica peripateticamente. Mapas, analógicos ou computacionais, são objetos culturais que são costurados em distribuições cognitivas nas atividades de navegação. Mapear relações entre documentos geográficos do passado ou comportamento geoespacial, de certa maneira pressupõe futuras navegações através de informações úteis imaginadas cognitivamente que possam a vir a ser lidas posteriormente.

É aqui que o refinamento do parse é necessário: as ferramentas de andar (walking tools) são as interfaces instrumentais (os novos objetos da mídia) que na verdade mediam o comportamento espacial em tempo real, mostrando pistas e estruturando experiências ao mesmo tempo que auxiliam (ou comprometem) o usuário em seu momento presente. (As Walking tools estão, é óbvio, preocupadas com o andar, mesmo que outras ferramentas, como as para dirigir, localizar água, espaço e navegação aérea certamente compartilham aplicações).  As ferramentas de mapeamento são bem compreendidas, comumente distribuídas e ainda tendem a superdeterminar e conceber limitadas distinções, como comportamento espacial e cognição como ampliadas ou mediadas através do software e da interface do usuário. As Walking tools podem até usar mapas, mas o mapeamento em si mesmo não constitui uma ferramenta de caminhar (walking tool).  Talvez a frase de Hamish Fulton “no walk, no work” (sem caminhar, sem obra) como aplicadas à interface do usuário em circunstâncias peripatéticas seja a melhor definição do que é uma walking tool.  É onde os pés encontram a terra através do código e não o artefato do mapeamento produzido desse encontro.

What are Walkingtools?

The short technical answer:

Walkingtools is a loose confederation of software and related art or education projects across various languages, platforms and disciplines that share standards for content delivery and management of GPS data by defining an XML schema extension to the standard GPX schema, allowing media and other data to be associated with GPS data.

The GPX standard: http://www.topografix.com/gpx.asp

The longer art-conceptual answer:

The walkingtools.net site documents and provides resources for a variety of independent yet interrelated projects where the computational mediation of peripatetic behavior is the primary interest. In the abstract walking tools are a subset of navigation tools, where navigation tools are any combination of instrumentation and/or informational interface that mediates a user’s spatial behavior. Thus if you are using a topographic map and a compass on a hike, by our definition you are using walking tools. But more specifically walkingtools.net seeks to further and promote the expressive range of the walking-computer-interface through basic research, information technology development, the production of authorship tools, and open standards and APIs. Intentionally experimental and deriving from experience and expertise drawn from a diverse set artists who have been engaged in related projects over the years, walkingtools.net also seeks to be a place where experiments and projects using the walkingtools can be aggregated, documented, and highlighted.

What are not walking tools?

Mapping tools, such as Google Earth and ESRI Arcview are not walking tools. Though it is a fine point to parse, (especially because APIs by their very nature promiscuously interoperate), the fundamental distinction is that mapping tools assist in the production of geographic information while walking tools are instances of computer interface actually deploying geographic information peripatetically. Maps, be they computational or analog, are cultural objects that are woven into the distributed cognitive activity of navigation. Mapping either documents past geographic relationships and/or geospatial behavior, or in some way presupposes future navigation by imagining cognitively useful information to be deployed at a later time. This is where the fine parsing is required: walking tools are the instrumental interfaces (the new media objects) that actually mediate the spacial behavior in real time; delivering cues and structuring experience as they assist (or compromise) the user in the present moment. (Walking tools are of course concerned specifically with walking, though other navigation tools, such as for driving, water, space and air navigation certainly share applications.) Mapping tools are well understood, commonly deployed and indeed tend to overdetermine and conceal narrower distinctions, such as spatial behavior and cognition as enhanced or mediated by software and user interface. Walking tools might use maps, but mapping by itself does not constitute a walking tool. Perhaps Hamish Fulton’s proviso “no walk, no work” as applied to user interface in peripatetic circumstances is clearest definition of walking tools. It is where feet meet the earth with code, not the mapping-artifacts produced.

The walkingtools lab is located in the Department of Visual Arts at UCSD